terça-feira, 4 de outubro de 2011

SANT'ELIA E A ARQUITETURA FUTURISTA







TRECHOS DO MESSAGIO DE SANT'ELIA
(PRIMEIRO ESBOÇO PARA O MANIFESTO DA ARQUITETURA FUTURISTA)

“O problema da arquitetura moderna não consiste em reajustar suas linhas; não é uma questão de encontrar novas molduras, novas arquitraves para portas e janelas; tampouco se trata de substituir colunas, pilastras e modilhões por cariátides, vespões e rãs, etc. (…), mas sim de erguer a nova estrutura edificada em um plano ideal, valendo-se de todos os benefícios da ciência e da tecnologia (…), estabelecer novas formas, novas linhas, novas razoes para a existência exclusivamente a partir das condições especiais da vida moderna e de sua projeção como valor estético em nossa sensibilidade.”
“… por tais razões insisto em que devemos abolir o monumental e o decorativo; que devemos resolver o problema da arquitetura moderna sem plagiar fotos da China, Pérsia ou Japão, e sem estupidificar-nos com regras vitruvianas, mas sim por meio de lances de gênio, equipados somente com uma cultura cientifica e tecnológica; que tudo deve ser revolucionado.”
“e concluo contra:
A arquitetura da moda e todo estilo e nação.
Arquitetura classicamente solene, hierárquica, teatral, decorativa, monumental, graciosa ou agradável.
Preservação, reconstrução, reprodução de monumentos antigos.
Linhas perpendiculares e horizontais, formas cúbicas e piramidais, estáticas, graves e opressivas e absolutamente estranhas a nossas sensibilidades mais recentes.
Uso de materiais que sejam maciços, volumosos, duráveis e caros, todos estes opostos á complexidade da cultura e experiência modernas.

e afirmo
que a nova arquitetura é arquitetura do calculo frio, da simplicidade e da temeridade arrojada; a arquitetura do concreto armado, ferro, vidro, fibras têxteis e de todos substitutos de madeira, pedra e tijolo que são os responsáveis pelo Maximo de elasticidade e leveza.
E finalmente afirmo que, assim que, assim como os antigos extraiam sua inspiração para arte dos elementos do mundo natural, do mesmo modo que nós- artificiais material e espiritualmente- devemos encontrar nossa inspiração no novo mundo mecânico que criamos, do qual a arquitetura deve ser a mais justa expressão, a síntese mais total, a integração artística mais eficaz.

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